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terça-feira, 26 de junho de 2012

TRECHOS DO LIVRO DESCOBRINDO O DOM PROFÉTICO DE MIKE BICKLE


Capítulo 5

Deus Ofende a Mente para
Revelar o Coração

          A introdução do ministério profético em nossa igreja foi difícil para mim porque eu desprezava o comportamento excêntrico de algumas das pessoas que Deus usava. Tinha dificuldade, também, em aceitar alguns dos seus métodos insólitos, totalmente estranhos a toda minha formação evangélica e experiência anterior.
          Não era apenas o ministério profético que me incomodava; as outras manifestações do Espírito Santo, também, geralmente contrariavam meu senso de ordem e respeito. Antes que pudesse caminhar junto com o que Deus queria fazer conosco, como igreja, eu precisava lidar com aquilo que ofendia minha razão.
          Nós, cristãos, criamos uma série de pressuposições religiosas sobre como Deus lida conosco. Ele é cavalheiro, dizemos, alguém que nunca arromba a porta, mas polidamente aguarda do lado de fora, batendo com educação e esperando pacientemente.
          Pensamos do Espírito Santo como alguém extremamente tímido ou sobressaltado. Se quisermos que o Espírito Santo aja, é necessário ficar parados e quietos. Se um bebê chorar, de acordo com alguns, o Espírito Santo pode se retirar ou talvez se assustar. Isto parece ridículo, mas muitas pessoas, tanto pentecostais como evangélicos tradicionais, vivem sob pressupostos como esse.
          Paulo instruiu os coríntios a não proibir línguas ou profecia, mas que tudo fosse feito “com decência e ordem” (1 Co 14.40). Nossa equipe de liderança tem se empenhado muito em criar uma atmosfera em que o livre fluir dos dons espirituais aconteça em “decência e em ordem”.
          Mas alguns têm interpretado a instrução de Paulo, para advertir às pessoas que agem na carne, de maneira a sugerir que o Espírito Santo só opera nos parâmetros estabelecidos por nosso senso de ordem e respeitabilidade. Não foi assim que ocorreu no Antigo Testamento, nem na Igreja Primitiva, nem nos avivamentos ao longo da história.
          Duas coisas são claras. Primeiro, o Espírito Santo não parece estar muito preocupado com nossa reputação.
          O derramamento do Espírito Santo não contribuiu muito para edificar a reputação daqueles que esperavam naquele cenáculo. “Estes homens não estão bêbados, como vocês supõem”, disse Pedro. Algumas pessoas, quando cheias do Espírito, parecem estar bêbadas. Posso imaginar Pedro pregando seu sermão em Atos 2, enquanto ele mesmo ainda sentia alguns dos santos efeitos do êxtase dos céus.
          Pedro dirigiu seu primeiro sermão aos forasteiros que estavam em Jerusalém para a festa de Pentecostes. Muitos destes ficaram maravilhados e perplexos ao ouvirem louvores a Deus em suas próprias línguas (At 2.8-12).
          Mas Pedro também pregou aos mais religiosos de todos, os fariseus hebraicos da Judéia que, ao serem ofendidos em suas mentes, zombaram deles dizendo: “Eles beberam vinho demais” (v.13). O comportamento dos discípulos pode ter parecido totalmente incompreensível aos olhos dos líderes religiosos, no entanto, tratava-se da obra do Espírito Santo.
          Um segundo fato sobre o modo como o Espírito trata conosco é este: Contrariando a imagem que temos dele, de educação, timidez e cavalheirismo, Ele intencionalmente escandaliza as pessoas.
          Deus agradou-se em ofender os gentios pela loucura do Evangelho e em fazer os judeus tropeçarem no escândalo da cruz (1 Co 1.21-23). Paulo advertiu os gálatas que se começassem a exigir a prática da circuncisão, como queriam os judeus, então “o escândalo da cruz foi removido”. A implicação é que o evangelho, pelo próprio desígnio de Deus, às vezes escandaliza.


                       A Ofensa Intencional


          Um bom exemplo de como Deus ofende intencionalmente as pessoas está em João 6. Jesus havia alimentado cinco mil pessoas com a multiplicação dos peixes e dos pães. Agora esperavam que o Messias provasse sua divindade através de grandes sinais, algo maior do que multiplicar pão ou curar pessoas. Estavam antecipando mais comparável a abrir o Mar Vermelho, fender o Monte das Oliveiras ou trazer fogo dos céus. Perguntaram a Jesus:

Que sinal miraculoso mostrarás para que o vejamos e creiamos em ti? Que farás? Os nossos antepassados comeram o maná no deserto (Jo 6.30-31a).

          Em outras palavras, estavam pedindo que Jesus fizesse algo como fazer cair maná dos céus novamente. Jesus não fez o sinal que queriam, mas respondeu dizendo:

Eu sou o pão vivo que desceu do céu (v. 51a). Eu lhes digo a verdade: Se vocês não comerem a carne do Filho do homem e não beberem o seu sangue, não terão vida em si mesmos. Todo aquele que come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia (vv. 53-54).

Jesus ofendeu seu raciocínio teológico ao dizer que Ele era o pão vivo que desceu do céu (Jo 6.33-35). Ofendeu suas expectativas ao se recusar a realizar o sinal que queriam (Mt 12.39-40). E ofendeu seu senso de sabedoria e dignidade ao sugerir que comessem sua carne e bebessem seu sangue (Jo 6.53-54).
A primeira reação deles foi criticá-lo (Jo 6.41). Depois “começaram a discutir exaltadamente entre si” (v. 52). Até mesmo seus discípulos ficaram perplexos e disseram: “Dura é essa palavra. Quem pode suportá-la?” (v. 60).
Consciente de suas murmurações, Jesus perguntou: “Isso os escandaliza?” (v. 61). Por estarem escandalizados em suas mentes, até muitos de seus discípulos voltaram atrás e deixaram de seguir o Filho de Deus (v. 66).
Em toda a Bíblia, Deus é revelado como aquele que escandaliza e confunde os que julgam ter decifrado todos os enigmas e os que estão amarrados em suas tradições e expectativas de como Deus opera. Pode-se dizer que são pessoas que sofrem de “endurecimento de coração”. As palavras de Isaías são citadas várias vezes no Novo Testamento (veja 1 Pe 2.8 e 1 Co 1.23):

Ele será ... uma pedra de tropeço, uma rocha que faz cair (Is. 8.14a).

Jesus conhecia seus corações – sabia que a maioria amava suas tradições mais do que a Deus. Ele também sabia que aqueles que voltaram atrás em João 6 o estavam seguindo antes por motivos misturados. Ao ofender intencionalmente suas mentes, Ele estava revelando seus corações.
Ao ofender as pessoas com seus métodos, Deus revela o orgulho, a auto-suficiência e a falsa obediência escondidos no coração das pessoas.
O general Naamã, comandante das tropas sírias, tinha a doença da lepra. No seu desespero, foi procurar um profeta de Deus em Israel. Israel era inimigo militar da Síria.
Mas Eliseu apenas enviou uma mensagem a Naamã, dizendo: “Vá e lave-se sete vezes no rio Jordão; sua pele será restaurada e você ficará purificado” (2 Rs 5.10). O profeta nem mesmo se deu ao trabalho de sair de sua casa e ver este homem que viera de tão longe. Desnecessário dizer que Naamã, um proeminente líder militar na Síria, ficou tão ofendido que disse:

“Não são os rios Abana e Farfar, em Damasco, melhores do que todas as águas de Israel? Será que não poderia lavar-me neles e ser purificado?” E foi embora dali furioso (v. 12).

Conheço algumas pessoas desagradáveis que fazem questão de ofender as pessoas. A ofensa da parte de Deus, ao contrário, é redentora. Ele ofende a mente das pessoas para revelar o que está no coração. A Bíblia ensina que Deus dá graça aos humildes e resiste aos soberbos (Pv 3-34; Tg 4-6; 1 Pe 5.5-6). Lidar com o obstáculo do orgulho de Naamã era o primeiro e essencial passo para sua cura, que ele recebeu quando foi humildemente obediente às palavras de Eliseu.


             Ofendido Pelas Pessoas Que Deus Usa

Paulo escreveu que Deus ofende as pessoas, não apenas por sua mensagem, mas também por seus mensageiros:

Mas Deus escolheu o que para o mundo é loucura para envergonhar os sábios, e escolheu o que para o mundo é fraqueza para envergonhar o que é forte. Ele escolheu o que para o mundo é insignificante, desprezado e o que nada é, para reduzir a nada o que é, a fim de que ninguém se vanglorie diante dele (1 Co 1.27-29).

Entendo que o contexto deste princípio (a ofensa intencional por parte de Deus) se refere a questões muito mais amplas do que profetas esquisitos e manifestações excêntricas. Mas nestes casos, o princípio pode ser aplicado claramente.
Enquanto estava pastoreando em Saint Louis, a idéia de que Deus ofende a mente para revelar o que está no coração tornou-se muito real para mim. Preguei sobre isso várias vezes. Pensei que Deus estava nos preparando para um derramamento do Espírito Santo, que incluiria várias coisas incomuns. Cria fortemente na vontade e no poder de Deus para curar os enfermos. Pensei que talvez houvesse algumas curas inusitadas. Eu não tinha nenhuma experiência com o ministério profético como o conheço hoje.
Em retrospectiva, vejo que Ele estava me preparando para não me escandalizar com a excentricidade dos profetas que eu conheceria nos meses seguintes em Kansas City.


   Ofendido pela Excentricidade dos Métodos Proféticos


          Algumas pessoas são “diferentes” por sua própria personalidade e cultura, mas Deus os chamou assim mesmo. Outros são levados a fazer coisas estranhas em função de seu chamado e ministério proféticos.
          Comparados ao sujeito normal que trabalha numa fábrica, ali no seu bairro, alguns profetas podem parecer bem excêntricos. Levei um bom tempo para me acostumar com algumas de suas idiossincrasias que, no princípio, ofendiam muito a minha mente. A verdade é que algumas de suas idiossincrasias ainda me irritam, mas aprendi a passar por cima disto, a fim de receber as bênçãos de Deus através destes servos dele.
          Quando conheci Bob Jones, eu estava plenamente convencido que ele não era de Deus. Não tinha desejo nenhum de falar novamente com ele. Eu tinha muito pouca experiência com pessoas proféticas e nenhuma conclusão teológica sobre o assunto. Entretanto, minha firme convicção era que ele só podia ser um falso profeta.
          Hoje me surpreende lembrar como tinha conclusões definitivas sobre assuntos que não entendia, nem experimentara. Acho que isso se chama orgulho. Ao olhar para trás, vejo que um dos principais fatores que me influenciaram era o fato de Bob parecer e agir de forma tão estranha.
          Ela falava constantemente em parábolas. Eu sabia que Deus também fala em parábolas, mas o que ele falava era realmente estranho. Bob me contava histórias simbólicas, cheias de ilustrações para os quais eu não tinha interpretação alguma. Depois, ainda dizia que Deus lhe havia contado aquelas parábolas. Eu não tinha nenhuma base ou ponto de referência para fundamentar sua alegação de que Deus fala de modo tão abstrato às pessoas hoje.
          Seu estilo ministerial não parecia nada que eu tivesse visto anteriormente. Ele falava de sentir o sopro do Espírito ou que suas mãos ficavam aquecidas durante a ministração.
          Ele falava como uma pessoa sem cultura. Sua aparência era tal que jamais podia ser acusado de vaidade ou de ser dominado pela moda. De vez em quando, a camisa ou as calças que usava eram muito curtas. Às vezes, sua barriga aparecia quando ficava de pé e, quando se sentava, suas calças subiam uns oito centímetros acima das meias.
          Estas coisas sobre Bob Jones de algum modo me ofendiam – sua aparência, sua linguagem, sua revelação e seu estilo ministerial. Inicialmente, não conseguia imaginá-lo como um genuíno profeta de Deus e nem podia acreditar que era inspirado pelo Deus da Bíblia. Só depois de ver a precisão das suas palavras proféticas, com o passar de algum tempo, pude finalmente começar a aceitar seu estranho estilo ministerial. Seu amor por Jesus e pelas Escrituras também se tornaram muito evidentes. No fim, acabei me afeiçoando a ele. Há várias coisas que devemos ter em mente ao examinarmos métodos proféticos.


                       Pessoas Desequilibradas


          Algumas pessoas desequilibradas estão simplesmente tentando parecer estranhas, por causa de conceitos errados que têm a respeito do ministério profético. Eles se empolgam com a idéia de profetas excêntricos e agem intencionalmente fora da normalidade. Supõem que sua estranheza os tornará mais ungidos.
          Não creio que só porque alguém é profeta, esta pessoa deva necessariamente agir de maneira estranha ou ser perseguida. Algumas pessoas procuram uma desculpa nisto para fazer toda espécie de coisa, alegando que ninguém poderá entendê-las a não ser que também tenha unção profética. Não aceito isso, nem por um segundo.
          Algumas pessoas gostam da excentricidade de Bob Jones e tentam imitá-la, porque acham que representa espiritualidade quando, na verdade, são aspectos de sua própria personalidade e criação. Às vezes, métodos estranhos são apenas estranhos. Não é um caso de Deus ofendendo a mente das pessoas, mas apenas do profeta possuir um método e um estilo incomum. Tais coisas precisam ser corrigidas jeitosamente, no caso do profeta querem funcionar em reuniões públicas.


                          Os Profetas são Solitários?


          A Bíblia fala de “grupos” ou “discípulos” de profetas (1 Sm 10.10; 2 Rs 4.1e 5.22). Isto nos lembra que há uma dimensão coletiva para se desenvolver os dons proféticos entre o povo de Deus. Não é sempre necessário que um profeta ouça de Deus isoladamente, para depois entregar esta palavra em público. Outros cristãos mais maduros podem ajudar os que têm menos experiência a acurar sua audição e discernimento espirituais, quando se desenvolve o ministério profético na igreja como todo.


                Estilos Ministeriais Não Convencionais


          Estilos não convencionais não invalidam necessariamente a mensagem de um profeta. Não ignore algo, simplesmente porque é incomum.
          Não havia nenhum precedente no Antigo Testamento para que Paulo enviasse seus lenços aos enfermos (At 19.12), ou para Jesus aplicar barro nos olhos de um cego. Jesus nos disse para julgarmos os frutos de um profeta, não sua metodologia – a menos, obviamente, que estes métodos violem claramente um texto ou princípio bíblico (Mt 7.15-20).
          Se as pessoas têm um histórico de profecias acuradas, você pode levá-la mais a sério, mesmo que sua metodologia pareça um pouco heterodoxa. Às vezes, sua “metodologia” nada mais é que seguir instruções do Espírito Santo. Levou um certo tempo para que cada membro de nossa equipe de profetas alcançasse credibilidade entre nós. Pessoas que não têm dons proféticos comprovados não parecem ter tanta latitude com outros cristãos para fazerem coisas não convencionais.


                            Processo de Correção


          Os pastores precisam tomar cuidado de não corrigir as pessoas abruptamente, especialmente em reuniões públicas. Devemos lidar com elas em amor; primeiramente, porque são importantes para Deus e, depois, porque se não as corrigirmos de maneira correta, os outros não sentirão confiança de avançar em fé e ministrar na igreja.
          Em nossa igreja, usamos uma série de passos corretivos. Se alguém profetiza algo que, no nosso discernimento, é carnal, deixamos passar a primeira vez, a menos que seja claramente antibíblico ou de natureza destrutiva. As pessoas precisam ter espaço para errar, sem o temor de que alguém os corrigirá tão rápido.
          Se o problema ocorre novamente, então conversamos com a pessoa com bastante jeito e sugerimos que use um pouco mais de autocontrole. Se acontecer pela terceira vez, pedimos em particular que não o faça mais, advertindo que da próxima vez a interromperemos publicamente. Se for repetido novamente, confrontamos a questão publicamente.
          Neste caso, explicamos publicamente todo o processo que usamos. Isto ajuda as pessoas a entender que a correção não foi abrupta e dura. Dizemos à congregação que esta pessoa foi instruída e advertida várias vezes. Os demais membros precisam estar seguros de que não serão publicamente repreendidos sem prévios avisos.
          A maioria das pessoas realmente quer abençoar a outros sob a ordem de Deus. Comunicar todo o processo publicamente evita que as pessoas tenham medo de avançar em fé e reforça o fato de que a liderança da igreja tratará diretamente com este tipo de situação.


                           O “Agora” do Espírito


          O ministério profético não pode ser um fim em si mesmo. Seu propósito é sempre reforçar e promover algo maior e mais valioso do que a si mesmo. Como já mencionei, um dos impactos significativos do ministério profético na Metro Christian, em Kansas City, foi o fortalecimento de nossa perseverança e do nosso compromisso com a intercessão por um avivamento na cidade e na nação.
          As pessoas se perdem quando se permitem estar mais focadas nos meios inusitados da mensagem do que no propósito de Deus, por meio daquela mensagem. Não importa se a mensagem vem de um profeta cinco estrelas, que tem confirmações do tipo “mover montanhas”, ou se é algo que simplesmente parece bom a todos os envolvidos. A mensagem é sempre mais importante que o método.
          Quando falo sobre nutrir e supervisionar o ministério profético na igreja local, o objetivo é sempre o que Deus quer realizar por meio do profético; não queremos simplesmente promover vasos proféticos. A experiência tem demonstrado que a própria essência do ministério profético é alertar a igreja para a importância do “agora” na ação do Espírito Santo. Ele nos desperta para a vontade e o propósito de Deus para nós no presente – o que Ele quer fazer especificamente em nós e através de nós.
          Este aspecto do presente é um complemento à outra dimensão de nossa fé e relacionamento com Deus, que está firmada para sempre – a obra de Jesus na cruz e as Escrituras. Enquanto os dons proféticos nos revelam a “palavra do agora” (como alguns dizem), os pastores e mestres fortalecem nossos alicerces na Palavra de Deus, firmada para sempre nos céus.
          Amo ambas estas dimensões. Amo doutrina e teologia, especialmente teologia sobre a beleza e a majestade dos atributos de Deus. Também anseio pela manifestação da presença e do propósito de Deus, revelados em nosso meio através daqueles que são mais dotados de dons proféticos. Quem pode estar satisfeito com uma religião estática, que funciona, quer Deus esteja ativamente presente, quer não esteja? O cristianismo genuíno é tanto é consistente na doutrina como vibrante na experiência.
          O lado subjetivo de nossa fé sempre deve ser minuciosamente analisado à luz do lado objetivo, mas ambos são essenciais. Deus sempre trabalha para unir a Palavra e o Espírito em nossas vidas. Alguém disse, certa vez: “Quando temos a Palavra sem o Espírito, secamo-nos. Quando temos o Espírito sem a Palavra, explodimo-nos. Mas quando temos a Palavra e o Espírito juntos, amadurecemo-nos.”
          Nosso desejo é por Deus e não apenas por conhecimento acerca dele. Tenho sede do vento fresco do Espírito, soprando em nossos corações e em nosso meio.
          Nutrir e supervisionar o ministério profético entre nós é apenas uma preocupação secundária – um meio para se atingir um fim. Minha real preocupação é nutrir e administrar o livre e fresco mover do Espírito Santo nas vidas de todos os membros da nossa igreja.
          O “problema”, como você já deve saber, é que não se pode prever, administrar ou controlar o mover do Espírito Santo. Não podemos impor nossos programas, nossas expectativas preconcebidas e nossas demandas sobre a soberania de Deus, que se manifesta através do Espírito Santo.


         Ofendido com o Derramamento do Espírito Santo


          As pessoas são escandalizadas de diversas maneiras pelo Senhor. Alguns se escandalizam até pela própria mensagem da cruz. Há aqueles que se ofendem pelo tipo de pessoa que Deus usa. Outros se ofendem com a maneira que o Espírito Santo age. Eu não estava preparado para manifestações inusitadas do Espírito, mas estava ainda menos preparado para as pessoas incomuns que Deus iria acrescentar à nossa equipe.
          Quando o poder do Espírito Santo é derramado, isto se dá, às vezes, de maneiras inesperadas; conseqüentemente, pode ser ridicularizado e rejeitado. No primeiro Grande Despertamento da América, como no dia de Pentecostes, várias coisas estranhas aconteceram.
          Em outubro de 1741, o reverendo Samuel Johnson, na época deão substituto da Universidade Yale, tinha reservas quanto ao avivamento que estava varrendo a Nova Inglaterra, liderado pelo pregador itinerante, George Whitefield. Ele escreveu uma carta ansiosa para um amigo na Inglaterra:

Este novo entusiasmo, resultado da pregação de Whitefield pelo país, está bem disseminado aqui na Universidade (Yale)... Muitos estudantes foram contaminados por ele, e dois dos candidatos deste ano tiveram seu diploma negado, por conta de seus esforços desordeiros e incansáveis para propagá-lo... Temos agora avançando aqui entre nós a mais estranha e inexplicável onda de entusiasmo, talvez de todas as épocas ou nações. Pois não apenas a mente de muitas pessoas fica impactada com tremenda angústia, ao ouvirem os medonhos gritos destes pregadores itinerantes, mas até mesmo seus corpos são freqüentemente afetados, de uma hora para outra, pelas mais estranhas convulsões, agitações e contrações involuntárias, que às vezes atingem até mesmo aqueles que vão como meros espectadores.¹

A esposa de Jonathan Edwards, Sarah, também foi profundamente afetada pelo poder e pela presença do Espírito Santo. Em suas próprias palavras, ela descreveu como foi tomada pela presença de Deus, num período de tempo que durou mais de dezessete dias, de tal forma que perdia todas suas forças e ficava prostrada. Em outras ocasiões, não conseguia se conter e pulava e gritava de alegria.²
Jonathan Edwards era um defensor do mover do Espírito, mas esta maneira extrema em que as pessoas eram afetadas foi demais para os conservadores líderes da Nova Inglaterra. Sua respeitabilidade foi ofendida, e passaram a condenar completamente o movimento, principalmente por causa do excessivo entusiasmo e das manifestações nada convencionais do poder do Espírito.
O doutor Sam Storms ingressou na nossa equipe em agosto de 1993, como Presidente de Grace Training Center (Centro de Treinamento Graça), nosso instituto bíblico de período integral em Kansas City. O Dr. Storms formou-se no Seminário Teológico de Dallas (no Texas) e obteve um Ph.D. em história intelectual, na Universidade do Texas em Dallas. Sam era um pouco cético acerca destes manifestações espontâneas e explosivas das pessoas, supostamente causadas pelo Espírito Santo.
Na Conferência das Igrejas Vineyard, em abril de 1994 em Dallas, seu ceticismo acabou. Sam estava no fundo do auditório quando o poder do Espírito Santo caiu sobre ele. Primeiro, começou a orar e a chorar, enquanto o Senhor ministrava às necessidades mais profundas de seu coração. Pouco depois disto, ele abruptamente pulou de sua cadeira e começou a rir histericamente, apesar de todos seus esforços desesperados para se controlar.
No final da conferência, ele ainda estava enfraquecido pela presença de Deus. Finalmente, suas forças retornaram e alguns de nós ajudaram Sam a se levantar para ir ao carro. Mas no estacionamento aconteceu novamente. Sam caiu repetidamente, correndo o risco de estragar suas roupas requintadas.
Vinte minutos depois, conseguimos levá-lo ao refeitório, onde o poder de Deus o atingiu novamente. Quando pensamos que já havia passado tudo, chegamos ao quarto do hotel e percebemos que Sam não estava entre nós. Ele ainda estava nas escadas, incapacitado pelo poder de Deus.
O fruto do encontro de Sam com o Espírito Santo foi uma fé renovada, uma reverência maior pelo poder de Deus e algo que o apóstolo Pedro descreveu como “alegria indizível e gloriosa” (1 Pe 1.8).


            Bem-aventurados São Aqueles Que Não Se                                             Escandalizam


          Em diversas ocasiões, tanto os fariseus quanto os discípulos não conseguiram compreender Jesus e, conseqüentemente, ambos ficaram ofendidos.
          Geralmente, pensamos nos fariseus como pessoas muito más. Na verdade, eram os conservadores intelectuais e defensores da fé, que tinham na ortodoxia sua arma contra a influência corruptora da cultura grega. Sua pedra de tropeço era o orgulho que tinham na integridade de suas interpretações da lei (tradição dos anciãos). Estavam contentes com sua ortodoxia, mas não tinham fome do próprio Deus.
          Os discípulos ficaram ofendidos também. Nos Evangelhos Sinópticos (Mateus, Marcos e Lucas), podemos ver uma linha contínua de profunda incapacidade, por parte dos discípulos, de entender o que estava acontecendo.
          Aqueles que se escandalizaram e que se afastaram de Jesus, quando Ele disse “Eu sou o pão vivo que desceu do céu” (Jo 6.51a), não eram fariseus, mas seus discípulos (seguidores que não faziam parte do grupo dos doze). Apesar de ter ensinado com grande sabedoria e operado alguns milagres em sua própria cidade, seus amigos “ficavam escandalizados por causa dele” (Mt 13.57).
          A palavra grega mais usada no Novo Testamento para “escandalizar” é também traduzida como “tropeçar”. É a palavra skandalizo, de onde se deriva a palavra escândalo, em português. Deus até escandaliza ou ofende a mente de seu próprio povo. Ao ofender a mente das pessoas, Ele revela aquelas coisas no seu coração que os faz tropeçar. Jesus é revelado na Bíblia como o Caminho, a Verdade, o Pão da Vida e a Porta. Ele também é “uma pedra de tropeço, uma rocha que faz cair” (Is 8.14).
          O que mais vem à luz num coração escandalizado é a falta de fome por Deus e a falta de humildade. Ao olhos de Deus, estas são duas características muito importantes do coração.
          Nem o funcionamento do ministério profético neotestamentário, nem o ministério sobrenatural do Espírito Santo são ciências exatas. São áreas que desafiam nosso indevido senso de controle e nossos paradigmas religiosos. Foram designados por Deus exatamente para este propósito!
          Verdadeiro cristianismo é uma relação dinâmica com o Deus vivo e não pode ser reduzido a fórmulas e ortodoxia estéril. Nosso chamamento é para abraçar o mistério de Deus e não cobiçar uma conveniente e racional explicação para cada doutrina ou questionamento que encontramos. Nossa sede por uma relação pessoal com o próprio Deus deve ser muito mais forte do que este impulso interior de querer compreender perfeitamente cada fato.
          Nossa humildade diante de Deus deve nos ensinar que nunca teremos todas as respostas, ao menos não nesta era. Já não é muito fácil conviver conosco do jeito que as coisas são agora. Enquanto estivermos neste corpo carnal, acredito que possuirmos onisciência (todas as respostas) não nos tornaria melhores neste sentido.


                 Orgulho Religioso de Auto-suficiência


          Jesus trata diretamente com a raiz da auto-satisfação e do orgulho religioso:

Vocês estudam cuidadosamente as Escrituras, porque pensam que nelas vocês têm a vida eterna. E são as Escrituras que testemunham a meu respeito; contudo, vocês não querem vir a mim para terem vida. Eu não aceito glória dos homens, mas conheço vocês. Sei que vocês não têm o amor de Deus (Jo 5.39-42).

Como vocês podem crer, se aceitam glória uns dos outros, mas não procuram a glória que vem do Deus único? (v. 44).

Estes judeus religiosos foram enganados ao achar que seu conhecimento das Escrituras e sua associação com a comunidade religiosa eram equivalentes ao conhecimento de Deus. Entretanto, na verdade, recusavam-se teimosamente a ter um relacionamento pessoal com Deus através de seu representante pessoal, Jesus. Orgulhavam-se de seu conhecimento das Escrituras, enquanto rejeitavam o autor das Escrituras.
Quando o Senhor estava começando a desafiar Michael Sullivant a caminhar dentro do seu chamado profético, ele teve um dramático sonho espiritual que tocou nestas áreas do seu coração. O Senhor lhe apareceu, olhou-o nos olhos e disse: “Você está esperando para me obedecer, até que tenha planos compreensíveis. Quero que me obedeça sem ter planos compreensíveis.”
Enquanto Michael estava ajoelhado diante de Jesus, um pilha de transparências saiu de sua barriga e foi parar em suas mãos. Ele entendeu que estas transparências representavam seus próprios planos, que o Senhor via claramente. Michael se sentiu envergonhado e profundamente triste; inclinou sua cabeça e começou a chorar e a se arrepender. Dizia: “Senhor, não quero desobedecer-lhe.”
Depois disso, ele olhou para o Senhor em meio às suas lágrimas, e Jesus estava sorrindo para ele.
Para entregar sua vida a este chamado, Michael teve que passar por alguns tratamentos de Deus bem severos, em relação ao seu intelectualismo e auto-confiança em seu ministério e estilo de relacionar-se com pessoas. Estes tratamentos incluíram repreensões em particular e até mesmo um grau de humilhação pública para ajudá-lo a humilhar-se perante o Senhor.
Há alguns anos, quando Michael era o pastor líder na Metro Vineyard Fellowship, o Senhor retirou sua unção de pregação pastoral e ensino por um tempo. Esta mudança ficou óbvia para quase todos na igreja e levou-o a uma mudança de função, em que não precisava pregar tão freqüentemente.
Poucos dias depois disso, Paul Cain, que não sabia nada do que estava acontecendo, profetizou publicamente a Michael e sua esposa, Terri, que a intenção de Deus era “mudar sua vocação” e guiá-lo por um caminho profético. Ele os assegurou que as mudanças que haviam ocorrido não eram um rebaixamento, mas um plano designado para trazer maior glória a Deus através de suas vidas.
Todos nós devemos aceitar de bom grado qualquer coisa que for necessária para estabelecer e experimentar uma relação mais íntima com o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Deus coloca diante de nós algumas pedras de tropeço estratégicas, no evangelho e no nosso caminhar com o Espírito, a fim de testar nosso coração. Se estivermos sedentos por Deus e humildes de coração, estas pedras de tropeço, na verdade, se tornam pedras de apoio que nos ajudam a caminhar em direção aos seus propósitos para as nossas vidas.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

ESTUDOS: Casamento

Nesse estudo serão respondidas algumas questões referente ao casamento:

1. Pode se casar com alguém do mesmo sexo?
2. Pode se casar com mais de uma mulher ou homem ?
3. Pode se divorciar? E se sim, pode casar de novo?


Antes de qualquer coisa é importante tratarmos esse assunto em espírito, é triste ver como o casamento está descaracterizado, dentro da própria igreja.
O texto base para esse estudo é Mateus 19.

 
1-Tendo acabado de dizer essas coisas, Jesus saiu da Galiléia e foi para a região da Judéia, no outro lado do Jordão.
2-Grandes multidões o seguiam, e ele as curou ali.
3-Alguns fariseus aproximaram-se dele para pô-lo à prova. E perguntaram-lhe: "É permitido ao homem divorciar-se de sua mulher por qualquer motivo? "
4-Ele respondeu: "Vocês não leram que, no princípio, o Criador ‘os fez homem e mulher’
5-e disse: ‘Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois se tornarão uma só carne’?
6-Assim, eles já não são dois, mas sim uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, ninguém o separe".
7-Perguntaram eles: "Então, por que Moisés mandou dar uma certidão de divórcio à mulher e mandá-la embora? "
8-Jesus respondeu: "Moisés lhes permitiu divorciar-se de suas mulheres por causa da dureza de coração de vocês. Mas não foi assim desde o princípio.
9-Eu lhes digo que todo aquele que se divorciar de sua mulher, exceto por imoralidade sexual, e se casar com outra mulher, estará cometendo adultério".



Esse texto responderá a quase todas as perguntas, porém antes é importante analisar que os fariseus não queriam aprender, eles apenas queriam tentar Jesus. Isso fica claro no versículo 3. A região da galiléia quem governava era Herodes que por acaso ele tomou como esposa a mulher de seu irmão, João Batista por repreendê-lo mais tarde foi decapitado, portanto se Jesus falasse algo comprometedor eles o levariam a Herodes. Vendo que Jesus respondeu bem, eles agora tentaram com Moisés no versículo 7 pois todos os que falavam contra Moisés e a Lei eram apedrejados.

A pergunta 1 e 2 já é respondida no versículos 4, 5 e 6, quando Jesus diz o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, fica claro que o termo “à sua” é referente a uma e Ele diz o homem se unirá à sua mulher e não o homem se unira à outro homem ou mulher se unirá à sua mulher acabando assim com qualquer hipótese de um casamento homossexual ou poligamia.

Faltando agora a questão 3, que é a mais delicada. A única coisa que pode acabar com o casamento é a MORTE. Mas por que Moisés deu a carta de divórcio? Os israelitas para poderem se casar de novo matavam suas atuais esposas. A única coisa que permite o divórcio é o adultério conforme versículo 9, mas a cura para o adultério não é o divórcio e sim o perdão, pois foi nos dado o Espírito Santo coisa que na época eles não possuíam.

Mas poder se divorciar não significa poder casar-se de novo. Quando Jesus diz que é uma união mística onde não são mais dois e sim um, significa que aos olhos de DEUS vocês sempre serão um, apenas a MORTE separando. Mas para facilitar a compreensão usarei a palavra de Deus.

Analisem com atenção Romanos 7.

2-Porque a mulher que está sujeita ao marido, enquanto ele viver, está-lhe ligada pela lei; mas, morto o marido, está livre da lei do marido.
3-De sorte que, vivendo o marido, será chamada adúltera se for de outro marido; mas, morto o marido, livre está da lei, e assim não será adúltera, se for de outro marido.


Essa passagem prova o que foi dito acima, que apenas a Morte pode separar, e diz ainda que vivendo o marido se ela ser de outro estará cometendo adultério, a palavra não diz que se o marido a trair ela poderá casar de novo, ela apenas diz que se ele ainda viver ela não pode ser de outro. Podemos compreender que, se DEUS permitisse casar-se novamente depois de uma separação por adultério ele deixaria claro em sua palavra coisa que não acontece, pois se o marido ou a esposa ainda vivem, DEUS os vêem como um, portanto não podem se casar novamente.

Ainda há outro texto que afirma isso, ele está em 1 Coríntios 7.

10-Todavia, aos casados mando, não eu mas o Senhor, que a mulher não se aparte do marido.
11-Se, porém, se apartar, que fique sem casar, ou que se reconcilie com o marido; e que o marido não deixe a mulher.


Nessa passagem fica ainda mais claro, note que ele diz para não se separar, mas se vier a acontecer que fique sem se casar. Novamente ele não especifica a separação, mas sabendo que a única forma de obter o divórcio é pelo adultério fica claro que Paulo se refere ao casal em si, ele não defende nenhuma das partes, não importando quem adulterou se foi o homem ou a mulher mas a questão é que ambos não podem se casar novamente.

As perguntas propostas no começo do estudo foram respondidas com propriedade na palavra. Mas quero lembrar que no livro de Malaquias diz que o Senhor foi testemunha no matrimônio, portanto ele ABOMINA o divórcio. Não saia se casando sem antes buscar de DEUS, pois o casamento não é esse "oba oba" que o mundo diz, e se houver adultério lembre-se que à você foi dado o Espírito Santo e a Graça para perdoar, pois hoje você conheceu a verdade e aprendeu que o divórcio não te permite casar-se novamente.

Para encerrar eu quero lembrar que Paulo diz para permanecermos no estado que fomos chamados. Isso quer dizer que se hoje você conheceu a verdade e já está no décimo casamento não vá largar sua atual esposa pra voltar com a primeira, isso não é o correto, mas permaneça no estado que você conheceu a verdade e de agora em diante zele pelo seu casamento e vivam juntos até que a morte os separe.

Dúvidas mande um e-mail em contato ou deixe um comentário que teremos o prazer em respondê-lo.

Fiquem na Paz

Autor: Vinicius Von Dentz

Versão da Bíblia utilizada: NVI. 

terça-feira, 15 de novembro de 2011

ESTUDOS: A Verdade Sobre o Natal.

NATAL
Quando nos acostumamos com algo, com uma rotina, é comum realizarmos tarefas e atividades sem questionarmos sobre sua origem ou razão de ser. Isso se dá porque nossa mente cria filtros que nos impedem de perceber certos detalhes, simplesmente porque já estamos acostumados aquilo.
Isso nós podemos ver em relação às comemorações do Natal. Crescemos acostumados com as festas natalinas que sequer questionamos se o natal tem realmente origem na Bíblia, ou mesmo no Cristianismo. Então, a título de introdução, colocamos algumas questões básicas que esperamos responder: Jesus nasceu mesmo em 25 de Dezembro? Os primeiros apóstolos celebravam o aniversário de Jesus? E a árvore de natal, tem alguma coisa a ver com o natal? O que motivou o início da troca de presentes por ocasião do natal?

A maioria das pessoas supõe muitas coisas sobre o natal que não são verdadeiras. Vale à pena então um estudo detalhado a fim de esclarecer esses pontos obscuros, e identificar aquilo que na realidade foi introduzido no Cristianismo pelo paganismo.

(1). COMO SE ORIGINARAM AS COMEMORAÇÕES NATALINAS
Uma das coisas a se observar no Novo Testamento é que nem os apóstolos, nem a Igreja primitiva, e nem o próprio Jesus deram qualquer ênfase ao seu nascimento. Na verdade, não vemos esse tipo de comemoração em qualquer lugar das escrituras, exceto no caso de pagãos, como os Faraós e Herodes, pessoas sem compromisso com Deus, ou seja,pagãos.

A comemoração do nascimento de Jesus foi introduzida no Século IV a partir de Constantino e estabelecida oficialmente na Igreja a partir do Século V. Isso porque, o costume não era celebrar o nascimento de Jesus Cristo, mas sua morte. Veja a Enciclopédia Americana, Edição 1944 (“O Natal, de acordo com muitas autoridades, não se celebrou nos primeiros séculos da Igreja Cristã. O costume do Cristianismo não era celebrar o nascimento de Jesus Cristo, mas sua morte - a Comunhão instituída por Jesus no Novo Testamento é uma comemoração da sua morte”).

A mesma afirmativa encontramos na Enciclopédia Britânica, edição de 1946, que afirma ainda que “o Natal não constava entre as antigas festividades da Igreja… Não foi instituída por Jesus Cristo, nem pelos apóstolos, nem pela autoridade bíblica. Foi tomada mais tarde do paganismo”.

A Enciclopédia Católica, em sua edição de 1911, afirma que “a festa do Natal não estava incluída entre as primeiras festividades da Igreja… os primeiros indícios dela são provenientes do Egito… os costumes pagãos relacionados ao início do ano se concentram na festa do Natal”.

Vale aqui ressaltar então, que pelo menos nos primeiros 300 anos a Igreja não celebrou o Natal. Isso é mais da metade da idade do Brasil. É quase uma vez e meia o tempo em que o Brasil se tornou independente de Portugal. Em todo esse tempo os cristãos não viram qualquer necessidade nem ensino que os levasse à celebração do Natal.

(2). JESUS NÃO NASCEU EM 25 DE DEZEMBRO
Esdras 10 nos mostra que, por ocasião do mês nono (para nós, Novembro – para eles, Chisleu), todo o povo se congregou para confessar seus pecados e buscar o perdão e o favor divino (v.10-13). Era tempo de “grandes chuvas” e por isso os homens tremiam muito. Cantares 2:11, fala que esse mesmo tempo era de muito frio. Isso nos mostra (e o conhecimento do clima de Israel ainda hoje) que a partir de meados de Outubro, até o início do ano seguinte, é tempo de chuvas e de muito frio, sendo que em alguns lugares chega a gear devido às baixas temperaturas.

Lucas 2:8 nos afirma que quando Jesus nasceu, “havia naquela mesma região, pastores que estavam no campo, e guardavam durante as vigílias da noite o seu rebanho”. Ora, isso jamais poderia ter acontecido em Dezembro, nem mesmo após 15 de Outubro.

“Durante a época da Páscoa (começo da primavera) era costume dos judeus daqueles dias levarem ovelhas aos campos e desertos, e recolhe-las ao começo das primeiras chuvas”. Isso é afirmado por Adam Clarke no vol. 5 de seu Comentary, edição de New York. Afirma ainda que “os pastores cuidavam dos seus rebanhos dia e noite, durante todo o tempo que permaneciam fora…”.

As primeiras chuvas começavam nos meses de outubro ou novembro (do nosso calendário). Vimos que as ovelhas estavam nos campos, e como os pastores, portanto, ainda não haviam recolhido seus rebanhos, é de concluir que outubro (do nosso calendário) ainda sequer havia começado.

(3). A VERDADEIRA ORIGEM DO NATAL
A Enciclopédia de Conhecimentos Religiosos, de Schaff-herzog, explica que “não se pode determinar com precisão até que ponto a data da festividade natalina dependia da brunária pagã (25 de dezembro), que seguia a saturnália (17 a 24 de dezembro) celebrando o dia mais curto do ano e o “Novo Sol”… as festividades pagãs, saturnália e brunária, estavam ademais, profundamente arraigadas nos costumes populares para serem abandonadas pela influência cristã…”. É interessante observar, no entanto, que pregadores cristãos, tanto do oriente quanto do ocidente, protestavam contra a frivolidade indecorosa com que se celebrava o nascimento de Cristo, ao mesmo tempo em que os cristãos da Mesopotâmia acusavam os irmãos ocidentais de idolatria e de culto ao Sol, por aceitarem como cristã uma festividade pagã.

O fundo histórico disso tudo é a época da suposta conversão de Constantino. Até ali a Igreja Cristã tinha sido perseguida utilizando-se os meios mais atrozes na busca de acabar com o cristianismo. Mas como mostra Justo Gonzalez, na coleção “Uma História Ilustrada do Cristianismo”, quanto mais era perseguida, mais a Igreja crescia, e o martírio dos cristãos era uma mensagem poderosa, quando muitos iam para a morte cantando e louvando o Senhor por serem achados dignos de morrer pelo Seu Nome.

Nesse contexto, Constantino assume o Império Romano e começa uma aproximação sutil e até hoje suspeita. Os resultados da “conversão” do imperador foram e são até hoje tão malignos que leva-nos a supor muito mais em um plano muito bem arquitetado por satanás a fim de minar as bases do plano de Deus de alcançar o mundo com a mensagem de Cristo.

Assim, quando Constantino assumiu, declarou todo o império cristão, abriu as portas para a entrada e permanência das heresias, algumas das quais vemos até hoje. A partir daí, todos os que simplesmente nasciam dentro dos limites do império se tornavam automaticamente cristãos. Já não era mais necessário fé, novo nascimento, vida de santidade.

Devemos nos lembrar que o mundo de então era profundamente paganizado. E quando Constantino fez sua declaração de fé cristã, colocou o cristianismo em pé de igualdade com o paganismo. E os pagãos que por decreto haviam tornado-se cristãos continuavam com seus costumes pagãos. E 25 de dezembro continuou a ser a maior das festividades idólatras, pois celebrava o “deus sol”.

Através de pesquisas descobrimos que através do maniqueísmo pagão, se identificava o Filho de Deus como o Sol físico. Assim, com a conversão em massa ao cristianismo, via decreto do imperador, o pretexto necessário apareceu, e a festa de 25 de dezembro (dia do nascimento do deus sol) passou a ser considerada também dia do nascimento do Filho de Deus.

A mesma Enciclopédia Americana já citada também afirma que “em memória do nascimento de Cristo se instituiu uma festa no século IV. No século V, a Igreja oriental deu ordem de que fosse celebrada para sempre, e no mesmo dia da antiga festividade romana em honra ao deus-Sol…”

A Enciclopédia Britânica afirma que “a partir de 354, alguns latinos, possivelmente, transferiram o dia da festividade, de 06 de janeiro para 25 de dezembro, quando se realizava uma festa mitraísta, ou nascimento do Sol Invicto… Os sírios e os armênios, que se prenderam a data de 06 de janeiro, acusavam os romanos de idólatras e adoradores do Sol, alegando… que a festa de 25 de dezembro tinha sido inventada pelos discípulos de Corinto”.

(4). A HISTÓRIA MALIGNA DO NATAL
A origem maligna da celebração de 25 de dezembro teve origem na antiga Babilônia, de Ninrode, de época imediatamente posterior ao dilúvio.

Gênesis 10:8-12 nos fala deste personagem, que também é citado na história e tradições dos povos mais antigos.

Sendo filho de Cuxe, neto de Cão e bisneto de Noé, Ninrode foi o verdadeiro fundador do sistema babilônico que até hoje domina o mundo – o sistema de competição organizado – de impérios e governos pelo homem, baseado no sistema econômico de competição e de lucro. Ninrode construiu a torre de Babel, a Babilônia primitiva, a antiga Nínive e muitas outras cidades. ELe organizou o primeiro reino deste mundo. E o significado de seu nome bem descreve o que criou – Ninrode, deriva de Marad, que significa “ele se rebelou, rebelde”.

Sabe-se bastante, através de muitos escritos antigos que falam a respeito deste indivíduo que se afastou de Deus. O homem que começou a grande apostasia profana e bem organizada, que tem dominado o mundo até hoje.

Consta que Ninrode era tão perverso que se casou com sua própria mãe, cujo nome era Semíramis. Depois da sua morte prematura, sua mãe-esposa propagou a doutrina maligna da sobrevivência de Ninrode como um ente espiritual. Ela alegava que um grande pinheiro havia crescido da noite para o dia, de um pedaço de árvore morta, que simbolizava o desabrochar da morte de Ninrode para uma nova vida.

Todo ano, no dia do seu aniversário de nascimento ela alegava que Ninrode visitava a árvore “sempre viva” e deixava presentes nela. O dia do aniversário de Ninrode era 25 de dezembro.

Conforme a lenda foi tomando vulto, Semíramis foi ganhando força de um verdadeiro endeusamento, o que a levou a ser chamada de “Rainha dos Céus” dos babilônicos. Daí vemos mais uma das formas de manifestação maligna de satanás, com as quais tem iludido as nações. Se em Babilônia era Semíramis, em Éfeso era Diana, no Egito era Isis, e no Brasil sabemos quem é.

Já Ninrode passou a ser adorado como um verdadeiro messias, “Filho de Baal” o deus-Sol. Nesse falso sistema babilônico, “a mãe e a criança” ou a “Virgem e o menino” (isto é, Semíramis e Ninrode redivivo), transformaram-se em objetos principais de adoração. Essa adoração da “Virgem e o Menino” se espalhou pelo mundo afora. Portanto, nos séculos IV e V, quando centenas de milhares de pagãos do mundo romano eram legalisticamente introduzidos no Cristianismo, levaram consigo as antigas crenças e costumes sob o manto de nomes cristãos. Assim popularizou-se também a idéia da “Virgem e o Menino” especialmente durante a época do natal.

(5). OUTROS COSTUMES PAGÃOS ABSORVIDOS PELO CRISTIANISMO

Papai Noel.

Já vimos que a figura do “Papai Noel” como sendo aquele que vem sorrateiramente à noite trazer presentes na celebração do aniversário, nada mais é do que uma ilustração sentimentalizada de Ninrode, o filho prematuramente morto de Semíramis, que voltava sempre por ocasião da celebração de seu aniversário – 25 de Dezembro – para ali deixar presentes ao pé do pinheirinho.

A Enciclopédia Britânica, vol 19, 11a. Edição inglesa, informa que: o nome “Papai Noel” é, ainda, uma corruptela do nome “São Nicolau” um bispo romano que viveu no Século V, e atesta que “São Nicolau, bispo de Mira, um santo venerado pelos gregos e latinos no dia 06 de dezembro… A lenda de sua dádiva oferecida às escondidas, de dotes, às três filhas de um cidadão empobrecido…” diz se ter originado o costume de dar presentes às escondidas no dia de São Nicolau (06 de dezembro), o que mais tarde foi transferido para o dia 25 de dezembro.

Diante do exposto, vemos que a estória de São Nicolau na verdade é uma forma de dar sentido cristão a um costume totalmente pagão.

Árvore de Natal
Como abordado anteriormente, a questão do uso da árvore de natal tem suas raízes no paganismo babilônico. E ainda alguns alegam que nada tem de mal possuir e armar em casa uma árvore de natal. No entanto, precisamos estar atentos para o fato de que as idéias referentes a árvores sagradas são muito antigas. Entre os druidas, por exemplo, o carvalho era sagrado; entre os egípcios as palmeiras; em Roma, era o abeto. O deus escandinavo Odin era crido como um que dava presentes especiais na época de natal a todos os que se aproximavam de seu abeto sagrado.

Sabemos que as pessoas, na sua maioria, não adoram árvores. Contudo, vemos claramente que adquiriram a idéia gentílica por ignorância. No entanto, mudam-se os nomes, vestem-se novas roupagens, mas o paganismo continua a ser o mesmo. É a velha história, chame uma lebre de leão, mas ela não deixará de ser uma lebre. Veja o que diz Jeremias 10:2-6.

Ouvi a palavra que o SENHOR vos fala a vós outros, ó casa de Israel.Assim diz o SENHOR: Não aprendais o caminho dos gentios, nem vos espanteis com os sinais dos céus, porque com eles os gentios se atemorizam. Porque os costumes dos povos são vaidade; pois cortam do bosque um madeiro, obra das mãos do artífice, com machado; com prata e ouro o enfeitam, com pregos e martelos o fixam, para que não oscile.Os ídolos são como um espantalho em pepinal e não podem falar; necessitam de quem os leve, porquanto não podem andar. Não tenhais receio deles, pois não podem fazer mal, e não está neles o fazer o bem. Ninguém há semelhante a ti, ó SENHOR; tu és grande, e grande é o poder do teu nome.

Troca de Presentes no Natal
Normalmente o clímax da celebração do Natal é o momento em que as pessoas podem se cumprimentar e trocar presentes entre si. Mas observar o que a história diz, revela as origens nada bíblicas de tal costume.

Na Biblioteca Sacra, vol. 12, encontramos que “a troca de presentes entre amigos é característica tanto do natal quanto da saturnália” e possivelmente foi adotada pelos cristãos.

Leia Mateus 2:1-11. Mesmo o argumento comum de que a troca de presentes tem a ver com a ação dos magos que levaram presentes a Jesus, cai por terra diante de uma análise mesmo superficial do texto.

Os magos, ao chegarem junto a Jesus lhe ofertaram ouro, incenso e mirra. Primeiramente eles haviam procurado por Jesus, tinham inquirido sobre onde ele teria nascido. Agora observe o texto e veja: (1). As dádivas foram oferecidas a Cristo – em momento algum eles trocaram presentes entre si; (2). Inquiriram pelo menino Jesus, nascido Rei dos Judeus – não estavam levando presentes pelo nascimento de Jesus, pois chegaram muitos dias depois, mas na verdade estavam fazendo algo que era costume (e ainda continua hoje) ou seja, não podiam ir à presença de um rei sem levar presentes significativos.

Adam Clarke, em seu Commentary, ao vol. 5, afirma que “os povos do oriente nunca chegam à presença de reis ou de grandes personagens sem um presente nas mãos”. O costume é freqüentemente encontrado no Velho Testamento e ainda hoje está em vigor. Assim sendo, os magos não estavam instituindo um novo sistema cristão de permutas de ofertas. Na verdade, agiam de acordo com antigo costume oriental de levar ofertas ao apresentar-se diante de um rei. Um exemplo disso foi à rainha de Sabá que levou presentes a Salomão.

Alguns textos de alerta sobre a absorção de costumes pagãos levam-nos a repensar nossos atos. Veja, por exemplo, Deuteronômio 12:1-2, 30-32.

Hoje, alem desta raiz pagã, há ainda a forte influência econômica. Natal é a época de muita propaganda e marketing para venda. É um tempo em que o deus mamom domina e leva, inclusive muitos cristãos a desonrarem seu compromisso com a obra de Cristo. Ficam tão preocupados em seguir o costume pagão, são tão enredados pelos desejos gerados por mamom de ter, ter e ter mais, que ao invés de investirem no Reino de Deus, investem em si mesmos com presentes e supérfluos, não raramente criando dívidas e compromissos que ocuparão sua mente nos próximos meses. Daí pra frente, é “esperar equilibrar as finanças para, se possível, voltar a investir no Reino de Deus”.

Lembre-se sempre que quando satanás estabelece seus pactos das trevas, sempre busca formas disfarçadas de renovar essas alianças. É assim com as procissões, com os rituais de despachos nas encruzilhadas, e inclusive com a participação de crentes em celebrações ao deus-Sol no 25 de dezembro, com todas as suas nuances e implicações - incluindo aqui a troca de presentes.

Vale à pena aqui ler Apocalipse 18. Fala da Babilônia de Ninrode que ainda hoje domina o mundo e tem se infiltrado nas Igrejas cristãs de forma sutil.



(6). QUANDO ENTÃO JESUS NASCEU ?
Sim, podemos através de alguns detalhes bíblicos, situar cronologicamente o nascimento de Jesus e verificar que o Seu nascimento foi o cumprimento de uma das mais importantes festas do Velho Testamento - a Festa dos Tabernáculos.

Jesus Cristo nasceu na festa dos Tabernáculos, que acontecia a cada ano, no final do 7º. mês (Etenin) do calendário judaico, que corresponde ao mês de setembro do nosso calendário. A festa dos Tabernáculos ou das Cabanas, significava Deus habitando com seu povo. Foi instituída por Deus como memorial para que o povo de Israel se lembrasse dos dias de peregrinação pelo deserto em que o Senhor habitou num Tabernáculo no meio do seu povo (Lv. 23:39-44; Ne. 8:13-18).

No Evangelho de João capítulo 1 , vers. 14, vemos : “Cristo … habitou entre nós”. Esta palavra em grego é “skenoo” ou “tabernaculou”; isto é, a Festa dos Tabernáculos cumprindo-se em Jesus Cristo, o Emanuel (Is 7:14) que significa “Deus Conosco”. Em Cristo não se cumpriu somente a Festa dos Tabernáculos, mas também a festa da Páscoa, na Sua morte (Mt. 26:2; I Co. 5:7), e a festa do Pentecostes, quando enviou o Espírito Santo sobre a Igreja (Atos 2:1).

Vejamos nas escrituras alguns detalhes que nos ajudarão a situar cronologicamente o nascimento de Jesus:

Os levitas eram divididos em 24 turnos e cada turno ministrava por 15 dias. (I Cr. 24:1-19; 24 turnos X 15 dias = 360 dias ou 1 ano).

O oitavo turno pertencia a Abias (I Cr. 24:10).

O primeiro turno iniciava-se com o primeiro mês do ano judaico (mês de Abíbi - Ex. 12:1-2; Dt. 16:1; Ex. 13:4).

Comecemos por Zacarias, pai de João Batista. Ele era sacerdote e ministrava no templo durante o turno de Abias (Lucas 1:5,8,9). Terminado o seu turno voltou para casa e, conforme a promessa que Deus lhe fez, sua esposa Isabel, que era estéril, concebeu João Batista (Lucas 1:23-24). Portanto João Batista foi gerado no fim do mês Tamuz ou início do mês Abe.

Agora um dado muito importante: Jesus foi concebido seis meses depois (Lucas 1:24-38). Portanto Jesus foi concebido no fim de Tebete ou início de Sebate.

Visto estes detalhes nas Escrituras, chegamos à conclusão que João Batista foi gerado no fim de junho ou inicio de julho, quando Zacarias voltou para casa após seu serviço no templo. Jesus foi concebido seis meses depois, no fim de dezembro ou início de janeiro. Ele não nasceu em dezembro como diz a tradição, mas foi gerado neste mês. Nove meses depois, no final do sétimo mês (Etenim), setembro no nosso calendário, quando os judeus comemoravam a festa dos Tabernáculos, Deus veio habitar com Seu povo. Nasceu Jesus!

Deus tabernaculou com seu povo. Nasceu o Emanuel. Deus habitando conosco.

CONCLUSÃO
Todo esse estudo nos ajuda a ver como, de forma sutil, o paganismo foi sendo infiltrado dentro dos costumes cristãos, de forma que hoje nós, em ignorância, estejamos ajudando a renovar pactos e alianças das trevas.

É tempo de revermos nossos costumes, quebrarmos paradigmas, reavaliarmos nossos valores, com a disposição de vermos restaurados os princípios puros do Cristianismo deixado por Jesus.

Resta uma pergunta que responde a toda e qualquer indagação sobre se devemos ou não comemorar o natal de Jesus: será que o Espírito Santo se esqueceu de colocar, na Palavra de Deus a data ou qualquer orientação para que a comemorássemos, ou será que o que estamos fazendo não é da vontade do Senhor?

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

ESTUDOS: Perdão

O texto base que usaremos nesse estudo é Gêneses 45:1-8.
Nessa passagem vemos uma demonstração do verdadeiro perdão.

Gênesis 45: 1-8 ( 1-Então José não se podia conter diante de todos os que estavam com ele; e clamou: Fazei sair daqui a todo o homem; e ninguém ficou com ele, quando José se deu a conhecer a seus irmãos.
2-E levantou a sua voz com choro, de maneira que os egípcios o ouviam, e a casa de Faraó o ouviu.
3-E disse José a seus irmãos: Eu sou José; vive ainda meu pai? E seus irmãos não lhe puderam responder, porque estavam pasmados diante da sua face.
4-E disse José a seus irmãos: Peço-vos, chegai-vos a mim. E chegaram-se; então disse ele: Eu sou José vosso irmão, a quem vendestes para o Egito.
5-Agora, pois, não vos entristeçais, nem vos pese aos vossos olhos por me haverdes vendido para cá; porque para conservação da vida, Deus me enviou adiante de vós.
6-Porque já houve dois anos de fome no meio da terra, e ainda restam cinco anos em que não haverá lavoura nem sega.
7-Pelo que Deus me enviou adiante de vós, para conservar vossa sucessão na terra, e para guardar-vos em vida por um grande livramento.
8-Assim não fostes vós que me enviastes para cá, senão Deus, que me tem posto por pai de Faraó, e por senhor de toda a sua casa, e como regente em toda a terra do Egito. )

Mas afinal o que significa a palavra Perdão: 
per.dão
sm (de perdoar) 1 Remissão de uma culpa, dívida ou pena. 2Indulgência.

Essa ação tem um significado e efeito muito mais profundo que pensamos.

Antes de realmente nos aprofundarmos precisamos entender que se não perdoarmos não seremos perdoados conforme:


Mateus 6:12 (E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores; )
Lucas 6:37 ("Não julguem, e vocês não serão julgados. Não condenem, e não serão condenados. Perdoem, e serão perdoados.)
Mateus 6:14-15 (Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós;
Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas. )

Bom, agora aprendemos que o perdão é algo essencial, pois se não perdoarmos não seremos perdoados. A melhor forma de ilustrar o verdadeiro perdão é:
Voltar lá atrás onde aconteceu a desavença, contenda, briga e etc...e apagar o ocorrido e começar tudo de novo como se nada tivesse acontecido. Portanto não tem como sentir magoa e rancor de algo esquecido correto? Se você ainda tem esses sentimentos ore e procure restauração com a pessoa que você tem algo contra.

O PERDÃO TEM QUE SER ACOMPANHADO DO AMOR.

O perdão vem acompanhado de amor. Só com esse sentimento podemos perdoar.
Imagine como seria possível voltar atrás no erro, apagar toda a ferida em nossa alma e recomeçar como se nada tivesse acontecido sem amor? Simplesmente impossível.



O PERDÃO TEM QUE SER ACOMPANHADO DA HUMILDADE.

O perdão orgulhoso e prepotente:
Ex: Você me perdoa pelo o que te fiz, eu sei que eu até estava certo, mas quando gritei perdi a razão, você me perdoa?
Isso é pedir perdão com pinta de quem esta certo, isso não importa nesse momento, pois se vocês irão voltar atrás no erro e esquecer, que diferença faz quem está certo ou errado?

Agora outro exemplo:

Ex: Eu te perdôo, mas presta atenção.
Ex: Eu te perdôo, mas a nossa amizade não tem como continuar a mesma.
Como pode não ser a mesma se o ocorrido foi esquecido com o perdão?
Então amados entendam que o perdão é humilde e não orgulhoso, podemos notar essa característica nessa passagem:

Mateus 5:23-24 "Portanto, se você estiver apresentando sua oferta diante do altar e ali se lembrar de que seu irmão tem algo contra você,
deixe sua oferta ali, diante do altar, e vá primeiro reconciliar-se com seu irmão; depois volte e apresente sua oferta.

O texto diz que se alguém tem algo contra você não entregue a sua oferta, antes vá consertar. A palavra não diz se você fez algo contra alguém, ela diz se alguém tem algo contra você. Portanto mesmo você estando certo vá se reconciliar e seja humilde, peça perdão primeiro, se você estiver com o coração verdadeiro o Espírito Santo vai dirigir a situação e tudo será restaurado.

O PERDÃO TEM QUE SER ACOMPANHADO DO ARREPENDIMENTO.

Já aprendemos até aqui que sem AMOR E HUMILDADE não existe perdão, agora vamos ver que o arrependimento também faz parte dele.

Primeiramente o que é o arrependimento ?
O arrependimento não é sentimento de culpa, não é remorso ou peso na consciência, nada disso leva a mudança de vida. Arrependimento é mudança de atitude, é deixar de fazer aquilo a qual você se arrepende.

Como você irá pedir perdão se você não se arrepende do que fez, se não tem a intenção de não fazer de novo?

HÁ LIMITES PARA PERDOAR?

A questão é: Meu amigo vive pisando na bola sempre dando mancada. O que faço?
É uma situação complicada. É certo afirmar que não existe limites para perdoar como diz Mateus 18:

Mateus 18:21,22- “Então Pedro, aproximando-se, lhe perguntou: Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes? Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete”.

CONCLUSÃO

A falta de perdão é uma prisão, sem ele estamos cativos às feridas. Só existe cura com perdão.

Ficou bem claro que nós dependemos do perdão, o que seria de nós sem o perdão diário de DEUS ? E mais, se não temos perdoado a bíblia nos mostra que não estamos sendo perdoados. Busque o AMOR, a HUMILDADE e o ARREPENDIMENTO que certamente você irá perdoar com perfeição.

Não diga que o que fizeram pra você é imperdoável, pois o pecado não tem tamanho o que muda é a conseqüência. E nós pecamos todos os dias contra homens e contra DEUS e Ele tem diariamente nos perdoado. Se você enfrenta uma situação que muito te machucou e não te possibilita liberar perdão busque de DEUS, pois conforme nosso texto base Gênesis 45 José foi profundamente prejudicado pelos seus próprios irmãos, porem liberou perdão, nos provando que não existe situação alguma no mundo que não possa ser perdoada.

Perdoe sempre, independente da situação ou do ocorrido.
Pois Jesus perdoou a Pedro por negá-lo e perdoou a todos nós (“Contudo Jesus dizia: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem”. – Lucas 23:34 )

Você pode dizer: Mas ele era Jesus, é impossível ser como Ele. Você precisa ler a bíblia e ver que de igual forma Estevão o primeiro Mártir da igreja vez em: (“Então, ajoelhando-se, clamou em alta voz: Senhor, não lhes imputes este pecado”. – Atos 7:60)

Fiquem na Paz.

Versão da Bíblia utilizada NVI.
Autor: Vinicius Von Dentz

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quarta-feira, 12 de outubro de 2011

ESTUDOS: O Poder do Silêncio.

Para começar este estudo, temos que compreender que as palavras têm poder. Conforme

Tiago 3:2 “Todos tropeçamos de muitas maneiras. Se alguém não tropeça no falar, tal homem é perfeito, sendo também capaz de dominar todo o seu corpo.



Entendemos com base neste versículo que controlar a língua é a chave para o domínio próprio. Jesus disse: A boca fala do que o coração está cheio. Se da sua boca sai contenda, peleja e brigas, é isso que preenche o seu coração. E não se engane em achar que da mesma boca pode sair benção e maldição. Pois está escrito:

Tiago 3:10-12 Da mesma boca procedem bênção e maldição. Meus irmãos não podem ser assim!
Acaso pode sair água doce e água amarga da mesma fonte?
Meus irmãos, pode uma figueira produzir azeitonas ou uma videira, figos? Da mesma forma, uma fonte de água salgada não pode produzir água doce.
Como controlar a língua? Veremos nos versículos abaixo de que forma proceder no falar.

Provérbios 10:19- Quando são muitas as palavras o pecado está presente, mas quem controla a língua é sensato.
A maioria dos versículos falam por si, porém colocarei breves comentários para melhor esclarecê-los. No 10:19 fica claro que muitas conversas e muito falar, é uma porta para o pecado. Não confunda em pregar o evangelho com conversas do dia a dia, pois quando falamos muito podemos: Falar mau do nosso próximo, nos irarmos com situações, murmurarmos e etc.

Provérbios 11:12- O homem que não tem juízo ridiculariza o seu próximo, mas o que tem entendimento refreia a língua.

Provérbios 11:13Quem muito fala trai a confidência, mas quem merece confiança guarda o segredo.
Esse versículo trata de pessoas que muito falam e acabam muitas vezes se querer contando segredos que não deviam.

Provérbios 12:19- Os lábios que dizem a verdade permanecem para sempre, mas a língua mentirosa dura apenas um instante.

Provérbios 13:3- Quem guarda a sua boca guarda a sua vida, mas quem fala demais acaba se arruinando.
Cuidado com o que você tem falado, pois sua boca pode gerar vida ou sua ruína.

Provérbios 15:1- A resposta calma desvia a fúria, mas a palavra ríspida desperta a ira.
Note que a maioria dos versículos irá lhe mandar ficar quieto e poucos lhe ensinaram como falar. Concluindo que devemos ser como em Tiago diz: Pronto para ouvir e tardio no falar. Esse versículo nos mostra que se respondermos calmamente, desviará a ira. Mas se respondermos ao insulto de igual forma, apenas a aumentaremos.

Provérbios 17:28- Até o insensato passará por sábio, se ficar quieto, e, se contiver a língua, parecerá que tem discernimento.

Provérbios 18:13- Quem responde antes de ouvir, comete insensatez e passa vergonha.
Se respondermos por ansiedade ou nervosismo antes do outro completar, certamente seremos envergonhados, pois muitas vezes o problema que questionamos seria solucionado ao final da fala do nosso próximo

Provérbios 18:21- A língua tem poder sobre a vida e sobre a morte; os que gostam de usá-la comerão do seu fruto.
Este é muito sério, cuidado com o que você tem dito!

Provérbios 20:19- Quem vive contando casos não guarda segredo; por isso, evite quem fala demais.

Provérbios 21:23- Quem é cuidadoso no que fala evita muito sofrimento.

Provérbios 25:15- Com muita paciência pode-se convencer a autoridade, e a língua branda quebra até ossos.
Sempre com mansidão e calma devemos proceder no falar.

Provérbios 29:20- Você já viu alguém que se precipita no falar? Há mais esperança para o insensato do que para ele.
Como saber se temos sido sábios no falar?
Citarei versículos que servirão de comparativo para saber se suas atitudes se encaixam nas dos sábios ou dos tolos:
Provérbios 10:11- A boca do justo é fonte de vida, mas a boca dos ímpios abriga a violência.

Provérbios 12:6- As palavras dos ímpios são emboscadas mortais, mas quando os justos falam há livramento.

Provérbios 12:18- Há palavras que ferem como espada, mas a língua dos sábios traz a cura.

Provérbios 15:4- O falar amável é árvore de vida, mas o falar enganoso esmaga o espírito.

Provérbios 15:28- O justo pensa bem antes de responder, mas a boca dos ímpios jorra o mal.

Nesse breve estudo, concluímos que o silêncio é poderoso e fundamental quando se trata de relação e convívio no nosso dia a dia. Mais importante do que falar bem, é saber ficar quieto. Cada um examine a si mesmo e na área devida mude de atitude. Se você aplicar a palavra de Deus na sua vida e nas suas relações, 90% dos seus problemas de convívio serão solucionados.




Versão da Bíblia utilizada NVI.

Autor: Vinicius Von Dentz

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